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O professor Aluísio Augusto Cotrim Segurado, da Faculdade de Medicina, ficou em primeiro lugar na eleição interna para definir o novo reitor da USP (Universidade de São Paulo). A votação online ocorreu nesta quinta-feira (27) em uma assembleia universitária, mas seu nome ainda terá que ser confirmado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A assembleia é responsável por indicar a lista tríplice, com a ordem das chapas mais votadas. A decisão final cabe ao governador, que tem a prerrogativa de escolher qualquer um dos candidatos da lista.
A chapa de Segurado, a USP pelas Pessoas, que tem Liedi Légi Bariani Bernucci como vice-reitora, recebeu 1.270 votos.
Em segundo ficou a chapa Nossa USP (reitora Ana Lúcia Duarte Lanna e vice-reitor Pedro Vitoriano de Oliveira), com 713 votos.
E, em terceiro, a chapa USP Novo Tempo (reitor Marcílio Alves e vice-reitora Silvia Periera de Castro Casa Nova), com 340 votos.
Tradicionalmente, o mais votado pela comunidade universitária da USP é o escolhido, mas já houve casos, como em 2009, quando o então governador José Serra indicou o segundo colocado, João Grandino Rodas.
A assembleia é formada por integrantes do Conselho Universitário, além dos Conselhos Centrais, congregações das unidades e os conselhos deliberativos dos museus e institutos especializados. A maioria é de docentes titulares, mas também representantes de funcionários e estudantes.
O escolhido ou escolhida assumirá em janeiro de 2026 e deve ficar no cargo até o fim de 2030.
Com 4.969 votos, Segurado já havia sido o mais votado na consulta feita a docentes, alunos e funcionários no último 18. Ele foi seguido por Ana Lanna (4.062) e Marcílio Alves (1.967), mesma sequência da votação oficial.
Propostas das chapas à reitoria da USP
| Eixo | USP pelas Pessoas | Nossa USP | USP Novo Tempo |
|---|---|---|---|
| Financiamento | Transparência orçamentária; busca de recursos sem comprometer caráter público | Garantir previsibilidade diante da reforma tributária; ampliar captação em projetos sociais e culturais | Sustentabilidade financeira; maior atuação de fundações; cursos pagos e parcerias privadas |
| Gestão | Participação ampliada de docentes, estudantes e funcionários; modernização administrativa | Governança por projetos; criação de Escritório de Desenvolvimento do Ensino e da Aprendizagem | Gestão ágil e transparente; desburocratização e descentralização de decisões |
| Carreira e servidores | Mentoria e acolhimento a novos docentes; valorização docente e técnica | Progressão previsível de carreira; capacitação contínua de docentes e servidores | Revisão de regimes de trabalho; incentivos para atividades noturnas; benefícios adicionais |
| Permanência estudantil/ Crusp | Ampliação da assistência e saúde mental; infraestrutura de permanência | Retomar reforma do Crusp, abandonada após bloco D; selo “Moradia Estudantil Digna” para parcerias privadas | Menos foco específico em moradia; propostas gerais de melhoria de infraestrutura |
| Inovação e sociedade | Programa Probase de pesquisa e inovação; uso responsável de IA | Incentivo a empreendedorismo e internacionalização; fortalecimento da extensão | Inserção de PMEs no ecossistema de inovação; fortalecimento de fundações de apoio |
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Fonte: Folha
