Salão do Estudante abre em SP com dicas para estudar fora – 19/03/2026 – Educação

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A partir deste sábado (21), o Salão do Estudante volta a percorrer o país com o objetivo de diminuir as distâncias entre os estudantes brasileiros e as universidades estrangeiras. O evento é uma das principais feiras para quem quer cursar graduação, pós-graduação ou programas de idiomas fora do Brasil.

“Nós somos a ponte. O Salão é a ponte que liga o estudante que quer estudar lá fora, principalmente para fazer uma graduação ou uma pós-graduação”, explica Priscilla Gomes, diretora de eventos do Salão do Estudante, organizado pela BMI/THE (Times Higher Education).

Neste primeiro semestre, a feira passará por seis capitais do país. Em São Paulo, que concentra a maior edição, o evento será realizado neste final de semana (21 e 22 de março) no Centro de Convenções Frei Caneca, no bairro da Consolação.

Depois, o Salão passará pelas cidades do Rio de Janeiro (24 e 25 de março), Brasília (27 de março), Salvador (29 de março), Maceió (31 de março) e Recife (1º de abril).

A participação é gratuita e as inscrições devem ser feitas no site do evento.

A edição deste ano reúne instituições da Alemanha, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido e República Dominicana. Veja a lista de instituições participantes neste link.

A proposta da feira é concentrar representantes de instituições internacionais, órgãos governamentais, como a USA Education, DAAS, Campus France, e ex-alunos que já passaram pela experiência. “O estudante não precisa ficar procurando na internet as informações. Em um lugar, ele vai conversar com os representantes pessoalmente”, explica Priscilla.

Para Aline Chmatalik, coordenadora de estudos internacionais da Escola Móbile, a participação dos estudantes em feiras é essencial para que eles formem decisões mais conscientes sobre estudar no exterior.

“Esses encontros também ampliam o repertório do estudante. Muitas vezes, ele conhece universidades, países ou programas que não estavam inicialmente no seu radar, mas que podem se mostrar excelentes opções”, explica a coordenadora. “Mesmo quando o aluno não tem interesse específico na instituição, o tema da palestra ou o diálogo com o representante pode ser extremamente enriquecedor.”

Os Estados Unidos seguem como o destino mais procurado dos estudantes. No entanto, o cenário mudou em relação aos países da América do Norte, principalmente devido às políticas de imigração do governo Donald Trump. Em segundo lugar aparece o Canadá, porém, o país acaba sofrendo o mesmo problema da falta de atração por causa dos EUA.

“O Canadá não está tendo dificuldade de visto, mas acaba sendo afetado pela dificuldade que os Estados Unidos estão tendo para recrutar. Por isso, infelizmente, o país sofre as consequências indiretas dessas políticas.”

Por outro lado, os países europeus como Alemanha, Itália, Portugal e até destinos menos tradicionais, como Hungria, Lituânia e República Dominicana, ampliaram sua presença aproveitando as questões relacionadas às políticas de imigração americanas.

Portugal lidera a comitiva de instituições, com o maior grupo já registrado no evento. Universidades tradicionais como a de Coimbra, de Lisboa e a do Porto confirmaram presença, além da Universidade Católica Portuguesa e de institutos politécnicos espalhados pelo país europeu.

“Nos últimos cinco anos, Portugal está em terceiro lugar no interesse dos estudantes. Cresceu absurdamente e não tenho dúvida de que foi por causa da aceitação do Enem no processo de candidatura”, explica Priscilla.

De acordo com o Inep, órgão vinculado ao MEC (Ministério da Educação), 26 universidades portuguesas mantêm convênio formal de utilização da nota do exame brasileiro como critério de acesso, o que reduziu burocracias e ampliou o fluxo de candidatos. Outras instituições, mesmo sem acordo oficial, também aceitam a nota do Enem, adotando critérios próprios de avaliação.

O perfil do público também mudou com o passar dos anos. Se antes muitos visitantes chegavam sem saber por onde começar, hoje a maioria já diz fazer pesquisa prévia, tornando a feira um espaço de confirmação e esclarecimento.

“A decisão de estudar no exterior envolve muito mais do que escolher um curso ou analisar o investimento financeiro”, afirma Aline, da Escola Móbile. “É uma escolha de vida: significa conviver com outra cultura, adaptar-se a um novo ambiente acadêmico e desenvolver autonomia. É natural que estudantes e famílias sintam insegurança.”


Dicas para aproveitar a feira

Aline Chmatalik, coordenadora de estudos internacionais da Escola Móbile, dá orientações para quem tem interesse em participar do evento. Veja, a seguir:

  • Defina seus objetivos antes de sair de casa

Liste o que você busca (curso, país, custo, idioma, tempo de duração) e o que não faz parte dos seus planos. Essa organização ajuda a direcionar as conversas.

  • Pesquise as instituições participantes com antecedência

O site do Salão do Estudante divulga a lista de instituições presentes. Com ela em mãos, é possível priorizar estandes estratégicos e otimizar o tempo.

  • Prepare uma lista de perguntas

Perguntas bem formuladas facilitam o diálogo e garantem que você obtenha informações realmente relevantes para o seu processo.

Use um bloco de notas —físico ou digital— para registrar detalhes essenciais. Também vale anotar comentários diretamente nos materiais promocionais recebidos, porque isso ajuda a lembrar depois o que cada instituição oferece.

  • Converse com instituições que não estavam no seu radar

Algumas das melhores oportunidades surgem justamente dessas descobertas inesperadas. Permita-se ampliar suas possibilidades.


DADOS DO SALÃO DO ESTUDANTE

Da temporada de novembro de 2025

Principais destinos










País
Participação
Estados Unidos 42,8%
Canadá 34,3%
Portugal 21,9%
Espanha 20,8%
Reino Unido 17,7%

Atividades mais buscadas









Modalidade Participação
Programa de idiomas 50,27%
Graduação 33,57%
Pós-graduação 23,51%
Cursos com certificado e diploma 23,31%
Mestrado 16,47%

Áreas mais procuradas









Área Participação
Idiomas 20,98%
Ciências da comunicação 15,86%
Ciências da saúde 13,92%
Administração/Negócios 12,68%
Direito 10,70%

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Fonte: Folha

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