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Os reitores de USP, Unicamp, PUCRS e PUC-Rio têm um motivo em comum de celebração: as quatro instituições lideram ou estão entre as universidades do topo do RUF (Ranking Universitário Folha) há várias edições. Ao mesmo tempo, porém, cada um desses gestores destaca diferenciais e compromissos bem próprios na hora de explicar as avaliações positivas, contar das realizações recentes e falar de iniciativas futuras.
É o caso, por exemplo, das mudanças curriculares e do investimento de mais de R$ 230 milhões nos cursos de graduação da USP. A seguir, entrevista por email com reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior (USP).
Quais as responsabilidades e oportunidades da liderança seguida no RUF?
Nossa principal preocupação tem sido a de manter a relevância da universidade para a sociedade, no desenvolvimento de políticas públicas e na resolução dos problemas sociais. O fato de ocupar posição de destaque no RUF, e nos demais rankings nacionais e internacionais, facilita a consolidação e o fortalecimento de contatos e acordos com instituições dentro e fora do Brasil. A USP conta com mais de 930 convênios vigentes com instituições de todo o mundo.
Qual a importância para a USP das parcerias públicas e com a iniciativa privada?
As colaborações com instituições públicas e privadas são fundamentais para o incremento da ciência, pois permitem o desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo a pesquisa básica, e o aperfeiçoamento de tecnologias já existentes com base nas necessidades da sociedade.
Como manter a percepção positiva do mercado sobre a universidade?
As prioridades são:
1. Formar bons profissionais. Nos últimos quatro anos, a USP tem promovido mudanças curriculares em seus cursos de graduação —nesse período, 159 cursos fizeram alterações e atualizações nas matrizes curriculares— e aperfeiçoando os cenários de ensino com investimento de mais de R$ 230 milhões, inclusive incorporando metodologias ativas e de tecnologias digitais de informação e comunicação no processo ensino-aprendizagem;
2. Desenvolver pesquisas disruptivas na vanguarda do conhecimento. A universidade tem atuado fortemente em temas como, por exemplo, transição energética, novos tratamentos para o câncer, agricultura sustentável, mudanças climáticas e inteligência artificial;
3. Transferir conhecimento para a sociedade por meio da inovação. Segundo dados da edição de 2025 do Anuário Estatístico da USP, atualmente, 164 startups nascidas dentro do ecossistema da universidade estão em plena atividade;
4. Estimular a vida cultural e esportiva nos campi e nas cidades do entorno, com a promoção de concertos, apresentações de teatro, mostras de cinema, exposições e eventos esportivos;
5. Prestar serviços de saúde de qualidade, com a atuação dos alunos, professores e funcionários técnicos e administrativos nos maiores complexos hospitalares brasileiros —Hospital das Clínicas de São Paulo, Ribeirão Preto e Bauru— bem como nos hospitais veterinários existentes nos campi de São Paulo e de Pirassununga.
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Fonte: Folha
