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A edição 2025 do RUF (Ranking Universitário Folha) tem duas instituições estreantes: a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), na 201ª posição, e a Universidade do Distrito Federal (UnDF), no 203º lugar.
Criada em 2019, a UFNT é a mais recente das universidades federais apelidadas de “supernovas”. Tem origem no desmembramento da Universidade Federal do Tocantins e apareceu pela primeira vez no Censo da Educação Superior em 2023, que serve de base para o RUF 2025.
Segundo o reitor Airton Sieben, a UFNT tem uma trajetória bastante forte de formação de professores, nas diversas áreas que compõem os currículos das escolas de educação básica.
Nesse sentido, desde a criação da instituição foram adotadas iniciativas para atender as comunidades tradicionais da região, tanto indígenas como quilombolas. Fazem parte desse movimento a criação da licenciatura intercultural indígena em matemática e ciências naturais e do curso de aperfeiçoamento em educação escolar quilombola.
Ao mesmo tempo, porém, a UFNT vem diversificando sua oferta de cursos. “Procuramos responder às demandas das potencialidades econômicas e às necessidades do desenvolvimento social da região”, afirma Sieben.
Essa resposta se dá, principalmente, por meio de carreiras de saúde, das engenharias e tecnológicas, em cursos como agronomia, engenharia biomédica, tecnologia em gestão de turismo e tecnologia em logística.
O reitor destaca também o projeto da estação de monitoramento de carbono do Bico do Papagaio, na confluência dos rios Tocantins e Araguaia, em parceria com a universidade russa de Tyumen.
“Este é um local de grande valor científico, pois é uma zona de transição pouco estudada entre o cerrado e a amazônia, dois importantes ecossistemas brasileiros, com impacto para o equilíbrio climático global”, explica o reitor.
O propósito de atender as especificidades locais também é uma marca da UnDF, desde seu nascimento, em 2021, quando o Distrito Federal era uma das poucas unidades federativas que não contavam com uma universidade própria.
“Tínhamos o desafio de ampliar o número de campi, chegando a novas áreas da região metropolitana e aumentando a oferta de vagas de educação superior pública”, explica a reitora Simone Benck.
Para isso, a UnDF não partiu do zero, pois agregou cursos já consolidados —em especial os de medicina e enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)— e se valeu da experiência de servidores públicos que atuavam como professores.
No movimento para suprir a necessidade de formação de jovens com poucas oportunidades, a UnDF adotou uma proposta pedagógica diferenciada.
Conforme explica a reitora, fazem parte dessa proposta o currículo flexível, a lógica da interdisciplinaridade e a chamada metodologia ativa, orientada por problemas concretos da realidade a ser enfrentada pelos futuros profissionais.
“A aliança entre prática e teoria está no centro da experiência acadêmica da universidade”, destaca Simone.
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Fonte: Folha
