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Os ministérios da Educação e da Saúde divulgaram nesta semana os resultados da primeira edição do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica). Dos 351 cursos que participaram da prova, um terço não atingiu as notas consideradas satisfatórias e 99 estão sujeitos a punições —que incluem veto a novas matrículas e suspensão do Fies.
A avaliação foi criada pelo governo Lula (PT) em abril do ano passado, para medir a proficiência de quem está prestes a se formar em medicina no Brasil. Ela é anual e obrigatória para estudantes do último ano.
Os resultados geraram reações. A AMB (Associação Médica Brasileira) falou em um cenário alarmante, e gestores ouvidos pela Folha disseram que o Enamed confirmou um problema que vem sendo observado na prática, de risco para pacientes e desperdício de recursos. Entidades de ensino superior criticaram a avaliação, pediram a suspensão das punições e tentaram barrar a divulgação dos resultados.
O Café da Manhã desta quarta-feira (21) faz um diagnóstico da formação em medicina no Brasil. Eliana Amaral, vice-presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação de São Paulo e professora de obstetrícia na Unicamp, analisa os resultados do Enamed, discute gargalos mostrados pelo exame e explica os impactos deles na ponta.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelas jornalistas Gabriela Mayer e Magê Flores, com produção de Gustavo Luiz e Lucas Monteiro. A edição de som é de Thomé Granemann.
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Fonte: Folha
