Evento sobre RUF reúne especialistas e debate inclusão social e evasão na educação – 14/11/2025 – Notícias – Ranking de Universidades

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Especialistas em educação reunidos nesta quinta-feira (13) em seminário na Folha recomendaram atenção à evasão, à inclusão social e ao envelhecimento populacional. O evento organizado pelo jornal em parceria com a Elsevier teve como tema o lançamento nesta semana do Ranking Universitário Folha (RUF).

O ranking da Folha chegou a sua 11ª edição. Já a Elsevier, empresa líder global em informação e apoio à decisão para ciência e saúde, passou a fornecer parte dos dados utilizados pelo RUF.

O encontro contou com a participação de representantes de diversas universidades de todo o país.

A presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader, elogiou a incorporação pelo Ranking Universitário Folha 2025 de um novo componente para medir o percentual de permanência dos alunos no ano seguinte ao ingresso no curso.

“Os rankings devem olhar mais atentamente para a questão da inclusão social e para os desafios de manter o estudante na universidade”, disse.

Ao mesmo tempo, a especialista chamou atenção para os efeitos da mudança do cenário demográfico e do envelhecimento da população para o ensino superior. Segundo ela, na próxima década a educação continuada de adultos, empregados ou não, será uma demanda significativa para as universidades.

A especialista fez parte do painel Desafios para o Ensino Superior no Brasil, que contou também com a reitora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Gulnar Azevedo, e Débora Foguel, professora do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os temas da inclusão social e da evasão também foram centrais na apresentação da reitora da Uerj. De acordo com Gulnar Azevedo, apenas metade dos ingressantes no ensino superior conclui os cursos que iniciaram, ante uma média internacional de 70%.

Além disso, nem sempre acabam conseguindo uma ocupação na área em que se formaram. “Para garantir melhores condições de permanência e maior efetividade da formação, são necessárias políticas integradas, que vão além da atuação das universidades”, disse a reitora.

No caso da oferta de vagas por meio de cotas, prática em que a Uerj foi uma das pioneiras no Brasil, o quadro é ainda mais complexo.

Gulnar relatou que, com exceção dos cursos das áreas de saúde e de direito, sobram vagas que acabam sendo preenchidas pelo sistema de ampla concorrência. “Nem sempre o jovem conhece seu direito e frequentemente enfrenta barreiras burocráticas para comprovar sua condição de cotista.”

Débora Foguel retomou o período em que foi pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da UFRJ, de 2011 a 2015, para assinalar que, embora relevantes, os rankings universitário devem ser vistos dentro do contexto da realidade nacional.

“Gostaria de ver um ranking cada vez mais verde-amarelo, que leve em conta qual a missão e o impacto social das universidades brasileiras, tenha como pano de fundo o fato de que as instituições públicas de ensino superior do país são todas subfinanciadas”, afirmou.

Durante o evento, o coordenador do Ranking Universitário Folha, Estêvão Gamba, esclareceu dúvidas das universidades e reafirmou a importância da evolução permanente da publicação. “Essa é uma marca do RUF desde sua criação”, afirmou.

Uma das principais novidades deste ano é a parceria com a Elsevier, proprietária da base de dados Scopus, que já atende rankings universitários internacionais e agora também fornece informações para o RUF.

“Unimos o entendimento da Folha sobre o ambiente acadêmico brasileiro às métricas e ferramentas analíticas da Scopus”, destacou Dante Cid, vice-presidente de Relações Acadêmicas da Elsevier.

Para 2026, uma das melhorias a serem desenvolvidas é um novo componente entre os indicadores de pesquisa científica, que reflita a contribuição de artigos científicos para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na ONU.

“Cada vez mais, precisamos mensurar e mostrar para a sociedade os impactos sociais positivos da universidade”, afirmou Dante.

Outra preocupação constante é o RUF se manter em sintonia com a percepção da comunidade acadêmica e do mercado de trabalho sobre as universidades do país. Para isso, o Datafolha realiza duas pesquisas nacionais de opinião: com empregadores e professores especialistas.

“Para cada curso, definimos um universo diferente de empresas, considerando a formação dos profissionais que procuram. E fazemos isso tanto nas capitais como nas cidades do interior”, explicou Luciana Chong, diretora-geral do Datafolha.

“Perguntamos à área de recursos humanos quais as três universidades que privilegiam na hora de contratar.”

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Fonte: Folha

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