Como se preparar para a vida pós-vestibular – 19/08/2025 – Educação

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A transição do ensino médio para a universidade —e consequentemente, para a vida adulta— é um marco na vida de qualquer jovem. Por ser momento de rompimento e construção de uma nova realidade, é cheio de desafios e novas possibilidades.

Com base nisso, a Folha reuniu dicas a partir de conversas com especialistas e com quem já viveu essa experiência, com o objetivo de ajudar nessa fase com mais segurança, autonomia e preparo.

Análise e planejamento

Antes mesmo da decisão de mudança, é importante pesquisar sobre a cidade de destino, o curso escolhido e a instituição de ensino. Essa investigação deve entender o custo de vida, o transporte público, estilo de vida e até às oportunidades de mercado de trabalho.

Escolha da moradia

Segundo Ewerton Camarano, CEO da rede de moradia estudantil Uliving, esse é um momento de conflito do estudante, seja pelo desconhecimento e também pela falta de tempo entre o resultado do vestibular e o início das aulas.

Para Camarano, a escolha da moradia deve ir além de fatores financeiro e de localização. “Uma estratégia que pode ser mais benéfica, especialmente para quem está chegando em uma nova cidade sem nenhuma referência, é buscar sempre ter companhia. Ter outras pessoas nesse início pode ajudar na adaptação.”

Caso o estudante opte por morar sozinho, a publicitária e influenciadora digital Júlia Gotti, 28, que compartilha nas redes sociais conteúdos sobre os desafios da vida adulta, dá um conselho prático. “Optar por apartamentos ou casas que já sejam semimobiliados, que tenham pelo menos os eletrodomésticos básicos, porque esse é um dos maiores custos iniciais quando você vai morar sozinho.”

Além disso, Gotti também ressalta a importância da educação financeira. Antes da mudança, é essencial que o estudante entenda o que é é viável ou não, além de ter uma reserva.

O lado emocional

A mudança de cidade é, acima de tudo, um momento de amadurecimento do estudante. Para a professora Lilian Cidreira, especialista em carreiras da ESPM, esse é um rompimento que acelera o processo de crescimento.

Com isso, o estudante precisa desenvolver uma nova autonomia, aprendendo a lidar com as responsabilidades e a resolver os próprios problemas. “Se o jovem fica doente e mora com os pais, os responsáveis vão ajudar. Se ele mora em outra cidade, ele vai ter que se virar”, exemplifica.

A partir disso, um dos principais desafios nessa fase é a solidão. Os especialistas consultados pela Folha aconselham os estudantes a buscar ambientes de convívio com outros estudantes, como grupos esportivos, clubes culturais e eventos na faculdade.

“Quanto mais o estudante se isola, mais difícil se torna, porque ele não consegue se identificar com o ambiente. Com isso, sente falta da vida que tinha na cidade anterior”, explica Cidreira.

“Então, é importante largar um pouco o computador, o celular e as redes sociais, e aproveitar esse momento para se conectar pessoalmente, encontrar espaços e ambientes com os quais se identifique. Ao perceber que pertence a um novo grupo, esse sentimento ajuda a criar vínculos e facilita a adaptação.”

Júlia Gotti, que diz ter enfrentado solidão no início de sua mudança, ressalta que também é importante manter os vínculos. “Está tudo bem você dar um salve na sua mãe, no seu pai e falar ‘oi, tudo bem, tô com uma dúvida'”, explica ela.

Os benefícios no mercado de trabalho

Apesar de todos os desafios, há também vantagens de estudar em outra cidade e viver essa nova fase. Uma delas é transformar isso em um diferencial competitivo no mercado de trabalho.

Cidreira explica que as empresas valorizam muito a proatividade, a autonomia e a iniciativa, habilidades que são naturalmente desenvolvidas por quem precisa se virar sozinho.

A professora da ESPM aconselha o estudante a usar esse período como um trunfo no mercado de trabalho, principalmente na entrevista de emprego. “O jovem pode usar todo o que vivenciou nesse período para mostrar que já desenvolveu esses comportamentos na prática.”

“Essa primeira oportunidade será uma chance de contar a própria história, e isso o diferencia de alguém que não enfrentou desafios como esse. Seria bom o estudante até anotar cada passo, cada evolução, para no futuro usar isso em entrevistas, como partes que mostram quem ele é como profissional, a partir dos seus comportamentos”, afirma Cidreira.

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Fonte: Folha

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