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Escrever é verbo que briga com o sujeito – 20/08/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] A literatura cria à medida que é escrita as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de “universal” aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. […]

Adultização e outras brigas com o tempo – 13/08/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] A palavra “adultização”, que em boa hora o influenciador Felca botou na ordem do dia, virou senha para um vasto mundo criminoso que prospera à vista de todos na internet, incentivado pela dinâmica algorítmica de redes sociais desreguladas. Esse é o xis do problema, mas quero falar aqui de uma questão mais sutil de […]

Trairagem é sabor de sorvete da moda – 06/08/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] Palavras são bichos muito engraçados. Que sentido faz que a tradição e a traição tenham um ancestral comum, o verbo latino “tradere”, se são vocábulos tão diferentes e quase opostos em espírito —o primeiro traduzindo um patrimônio ancestral que impõe respeito e o segundo, uma deslealdade, uma quebra de confiança? Como diria Chicó, só […]

Sócios do Corinthians decidem o futuro de Augusto Melo – 06/08/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] Dado o horário, a coluna deixa para domingo qualquer comentário sobre o Dérbi disputado pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Tenha seguido vivo, tenha sido eliminado, apesar da imensa importância futebolística do jogo para o Corinthians na nova má temporada em 2025, eufóricos ou deprimidos, os corintianos terão no sábado (9), em […]

E se o futuro da arte não incluir… a arte? – 30/07/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] Quem diz saber como funcionará o mercado de produtos simbólicos daqui a cinco ou dez anos é equivocado ou mentiroso. Bolas de cristal são produtos analógicos, e a revolução é digital. Mas vale tentar. Com sua imitação prodigiosa da linguagem humana, a IA generativa está promovendo nas artes o maior dumping da história em […]

A suprema desonra e outras penitências – 23/07/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] Muito se falou de Bolsonaro e sua queixa de “suprema humilhação” por usar tornozeleira eletrônica, mas elogiou-se pouco seu jogo de palavras – talvez obra de um advogado e não do balbuciante Jair –, que em todo caso é um achado. O Supremo Tribunal Federal, que o ex-presidente passou a confrontar mal tomou posse, […]

Uma madeleine em forma de interjeição – 16/07/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] Os EUA tomavam uma surra no Vietnã, de onde logo bateriam em retirada, mas nisso eu não pensava muito em meus 12 para 13 anos. Estava ocupado em negociar com o mundo as pernas e braços compridos demais, a voz cambiante, minha própria viabilidade social. Era o segundo semestre de 1974, e o trabalho […]

Lula não inventou ricos contra pobres, mostra a etimologia – 09/07/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] O argumento de que o governo Lula inventou agora –ou inventou anos atrás e hoje ressuscita– a luta política entre ricos e pobres não resiste a uma dose de etimologia. Dois milênios antes do debate atual sobre justiça tributária, a palavra latina “tributum” já queria dizer aquilo que só pés-rapados pagavam. Tributo é um […]

Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo – 25/06/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar– não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de […]

Graciliano Ramos e o texto no tempo das redes – 18/06/2025 – Sérgio Rodrigues

[ad_1] “Os dados biográficos é que não posso arranjar, porque não tenho biografia”, escreveu Graciliano Ramos em 1937 a um tradutor argentino que lhe pedira apenas uma burocrática minibiografia, dessas que saem em orelhas de livros. Ocorre que o grande escritor alagoano (1892-1953), um dos maiores estilistas da língua brasileira em qualquer tempo, tinha alergia […]