Componentização: como usar essa técnica?

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Uma das estratégias essenciais no desenvolvimento de grandes aplicações é a prática da componentização. Ela envolve a divisão da base de código em módulos menores, os quais fornecem funcionalidades por meio de interações limitadas e bem definidas com outros módulos.

Embora frequentemente associada à promoção do reúso de código e à obtenção de uma arquitetura de baixo acoplamento, essa abordagem se destaca como um meio altamente eficaz de colaboração para equipes de grande porte.

Mas como ela é aplicada e quais são os benefícios? É o que detalharemos neste post. Aqui, abordaremos um passo a passo sucinto e apresentaremos um exemplo prático para que não restem dúvidas. Interessou-se? Então, continue a leitura!

O que é componentização?

A componentização envolve a divisão de um bloco de código ou estrutura em vários mini sistemas, transformando-os em componentes completos.

Por exemplo, ao separar uma tela, identificamos o que pode se tornar um componente e o que não pode. É evidente que a maior parte do código pode ser componentizada. Esse processo reduz a complexidade do script, além de facilitar a sua manutenção e reutilização.

Ou seja, é uma estratégia arquitetural fundamentada na subdivisão de sistemas em unidades menores, delimitadas como componentes.

Ficar atento a esse tema é imprescindível, especialmente para os desenvolvedores de aplicativos, que apresentam um futuro promissor. Segundo o levantamento feito pela Apptopia, nos anos de 2022 e 2023, foi observado um notável aumento de 84% na utilização de aplicativos utilitários.

Esses dados sugerem que muitos brasileiros estão recorrendo a apps de utilidade para organização, gestão do tempo e aumento da produtividade.

Quando é utilizada?

Nesse contexto, para garantir um baixo acoplamento entre o cliente e o componente, a implementação deste deve seguir determinados princípios. Muitos deles têm origem no desenvolvimento orientado a objetos (OO), tais como:

  • os componentes são projetados com foco em interfaces, o que significa que eles disponibilizam seus serviços para que o cliente os acesse, sem, no entanto, expor a implementação interna;
  • os componentes podem ter dependências com outros componentes. Isso significa que um componente pode invocar a interface de outro componente para realizar uma chamada.

Quais são os benefícios em usá-la no desenvolvimento?

A componentização traz muitas vantagens interessantes. A seguir, destacamos as principais.

Manutenção simplificada

Ela simplifica a manutenção do software ao dividir o sistema em componentes independentes.

Cada um encapsula uma funcionalidade específica, o que torna mais fácil identificar e corrigir bugs. Quando uma atualização ou correção é necessária, apenas o componente afetado precisa ser modificado, reduzindo assim o risco de introduzir novos bugs.

Com isso, será possível:

  • divisão modular do sistema: isso facilita a localização de problemas e a aplicação de correções, pois os desenvolvedores podem se concentrar em partes específicas do código;
  • isolamento de mudanças: as atualizações podem ser implementadas de forma mais segura, sem o risco de causar impactos indesejados em outras partes do software;
  • maior eficiência: os profissionais de TI podem trabalhar em paralelo em diferentes componentes do sistema, o que acelera o processo de correção de bugs e implementação de melhorias.

Reuso de código

A reutilização de código é um dos principais benefícios da componentização, pois proporciona economia de tempo e recursos no desenvolvimento de programas.

Isso significa que os profissionais de TI não precisam reinventar a roda toda vez que encontram um problema semelhante. Em vez disso, podem utilizar componentes existentes, reduzindo significativamente o tempo necessário para desenvolver novas funcionalidades.

Além disso, ao reutilizar componentes testados e comprovados, é possível garantir a consistência e a qualidade do código em todo o sistema.

Diminuição de impactos

As diferentes partes do sistema são delimitadas em componentes independentes. Dessa maneira, as mudanças feitas em um elemento têm um impacto limitado apenas às partes do sistema que dependem diretamente desse módulo.

Como resultado, os efeitos colaterais das alterações são minimizados, contribuindo para a manutenção e o desenvolvimento contínuo do software.

Padrão de código

É promovida a adoção de padrões de código consistentes e modularizados, o que traz diversos benefícios para o desenvolvimento de software.

Isso ocorre porque, ao dividir o sistema em componentes distintos, cada um com uma responsabilidade bem definida, o código torna-se mais claro e organizado.

Essa organização facilita a compreensão do sistema como um todo e torna mais fácil para os desenvolvedores localizarem e trabalharem em partes específicas do código.

Como identificar um componente dentro do código?

Atualmente, não existe uma diretriz definida sobre como determinar se uma estrutura específica pode ou não ser considerada um componente. Na maioria das situações, a maior parte do conteúdo encontrado em uma aplicação pode ser transformada em um componente, independentemente de sua complexidade.

Nesse sentido, em certas circunstâncias, uma porção de script pode ser aplicada exclusivamente em um local específico, eliminando a necessidade de criar um componente.

Confira um exemplo prático!

Imagine que um desenvolvedor está trabalhando em um aplicativo de gerenciamento de tarefas. Uma das suas funcionalidades é exibir uma lista de tarefas pendentes para o usuário.

Para implementar essa funcionalidade com a componentização, pode-se criar um componente chamado “TaskList”, responsável por exibir a lista de tarefas pendentes. Esse recurso pode incluir subcomponentes para representar cada item de tarefa individualmente.

Além disso, o profissional pode criar outro componente chamado “TaskItem”, responsável por exibir os detalhes de uma tarefa individual, como título, descrição e data de vencimento.

Ao utilizar a componentização, o desenvolvedor pode reutilizar o componente TaskList em diferentes partes do aplicativo, garantindo consistência na exibição das listas de tarefas.

Da mesma forma, o componente TaskItem pode ser utilizado em outras partes do programa sempre que for necessário exibir detalhes de uma tarefa.

Como utilizar a componentização?

Separamos um passo a passo sucinto de como esse recurso pode ser utilizado. Acompanhe!

Identifique as funcionalidades reutilizáveis

Analise o seu código para identificar partes que podem ser reutilizadas em diferentes partes do aplicativo. Isso pode incluir componentes de interface do usuário, lógica de negócios ou serviços.

Divida em componentes

Agora, o segundo passo é fazer a divisão do seu script em componentes independentes e coesos. Cada um deve ser responsável por uma única funcionalidade específica e ter uma interface clara para interagir com outros módulos.

Defina interfaces claras

Certifique-se de que cada parte tenha uma interface bem definida e especifique como ela pode ser usada por outros componentes, assim como quais dados ela espera receber.

Promova o reúso dos componentes

Uma vez que você tenha criado estruturas reutilizáveis, empregue-os em diferentes partes do seu software sempre que necessário. Assim, reduzirá a duplicação do algoritmo e tornará o desenvolvimento mais eficiente.

Mantenha a coesão e baixo acoplamento

Garanta que cada bloco seja coeso, ou seja, que ele tenha uma única responsabilidade bem definida. Além disso, minimize o acoplamento entre as estruturas, de modo que eles possam ser modificados ou substituídos sem afetar outros módulos.

Faça testes

Documente cada componente e explique sua funcionalidade e interfaces, bem como a forma como deve ser utilizado. Além disso, certifique-se de testar individualmente cada componente para garantir que funcione conforme o esperado antes de integrá-lo ao restante do aplicativo.

Considerando todas as informações discutidas anteriormente, é possível afirmar que ao utilizar a componentização, obtêm-se benefícios notáveis que podem impactar significativamente o futuro do projeto, especialmente em termos de manutenção de código e organização.

Portanto, ao iniciar um projeto, tanto em ambiente corporativo quanto individual, é importante planejar previamente todos os componentes que serão desenvolvidos. Isso estabelecerá uma padronização no projeto, facilitando o fluxo de trabalho e contribuindo para uma melhor organização.

Gostou do artigo? Quais são suas principais dúvidas sobre a componentização? Compartilhe aqui nos comentários!





Fonte: Valuehost

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