Enem: por que mesmo quem sabe muito pode não ser aprovado? – 01/06/2025 – Educação

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Diferente do vestibular tradicional, com base na teoria clássica dos itens, em que o objetivo era acumular o maior número de acertos possível, na lógica do Enem, aos atuais candidatos não basta acertar mais questões que o seu concorrente. E, embora pareça ser um fato já incorporado à rotina dos estudantes, muitos tropeçam por não saberem como agir ao longo da preparação e durante a prova.

O Enem, no formato vigente a partir de 2009, tem suas particularidades. A primeira delas é entender que a prova é construída com base numa matriz de referência e que o instrumento avaliativo é “calibrado” de acordo com a TRI (Teoria de Resposta ao Item), na qual constam parâmetros como dificuldade, acerto ao acaso e discriminação. Cada questão, chamada de item, está associada a uma competência e uma habilidade. E o que fazer com essas informações?

Primeiro é preciso entender a necessidade não só de estudo, como também de estratégias adequadas. Além de resolver questões de provas anteriores para conhecer o perfil das áreas e de cada disciplina, identificar o seu nível no processo passa por se submeter a simulados e saber qual a sua proficiência. Com esses resultados, o candidato terá informações sobre temas e níveis de questões no quais ele deve investir mais tempo. Esse direcionamento aumenta a confiança e contribui para melhorar substancialmente a nota final.

A redação é outro ponto fundamental. Para além das estruturas e modelos, vale pesquisar temas de relevância social, tecnológica, educacional e produzir textos sobre eles com apoio profissional. O processo envolve ainda a reescrita, observando atentamente as dicas para deixar o texto mais consistente.

Na hora da prova, é preciso lembrar que as questões estão em posições diferentes, conforme as versões do exame recebidas pelos candidatos, e que a estratégia de resolução fará toda a diferença. Atenção! Perder uma questão “classificada como fácil” vai impactar muito a nota. Essas questões podem estar em qualquer posição, inclusive no final, momento em que o cansaço interfere no raciocínio. Por isso, é imprescindível começar pelos itens de maior domínio do vestibulando, que tendem a ser resolvidos mais rapidamente. É recomendável “pular” algumas questões mais complexas e demoradas, sem, entretanto, deixar de marcar nenhuma antes de finalizar.

O gerenciamento do tempo pode ser natural para quem se submeteu a várias simulações, mas, quando é para valer, entra em cena o fator físico-emocional. Sim, a prova do Enem é de longa duração e exige resistência e concentração. Ajuda bastante fazer exercícios respiratórios, hidratar-se bem e até escolher roupas confortáveis, compatíveis com as condições meteorológicas da cidade no dia da prova. Por fim, e não menos importante, é fundamental atentar ao cuidado com o equilíbrio emocional, evitando situações de conflitos, especialmente às vésperas da prova. No dia anterior, é recomendável procurar atividades que sejam prazerosas, não esquecendo de reservar um tempo adequado ao descanso.

O Enem é, sim, uma etapa importante na trajetória estudantil, mas não define a essência e os valores dos indivíduos. O segredo para um bom desempenho está em não superestimar nem subestimar esse desafio. Aqueles que compreendem essa lógica e adotam uma estratégia consciente chegam ao exame mais preparados e mais tranquilos no dia da prova.

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Fonte: Folha

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