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A Polícia Civil investiga o uso irregular de créditos destinados à compra de materiais e uniformes escolares disponibilizados pela Prefeitura de São Paulo. A possível fraude foi identificada por uma mãe ao tentar adquirir os itens para seus filhos.
A mulher registrou um boletim de ocorrência pela internet relatando não ter realizado compras, mas identificou a movimentação dos créditos atrelados ao nome dela no dia 13 de janeiro em uma loja na zona sul de São Paulo, distante do local onde mora.
Segundo essa mãe, ela ficou impossibilitada de comprar material e uniforme para os filhos, estudantes matriculados na rede municipal de ensino. O caso foi revelado pela TV Globo.
A suposta fraude é investigada pelo 101º DP (Jardim das Imbuias), delegacia responsável pela área em que a loja está localizada. “A autoridade policial determinou que fossem realizadas diligências no estabelecimento mencionado no boletim, para colher elementos que auxiliem na investigação. Em paralelo, será realizada oitiva com a vítima”, diz nota da Secretaria da Segurança Pública.
A secretaria de Educação informou ter aberto apuração para averiguar eventual irregularidade no uso de créditos para a compra de material e uniformes escolares. Segundo a prefeitura, no caso mencionado, a transação foi realizada com o uso de senha pessoal.
“Se constatada irregularidade em qualquer operação de compra e venda relacionada aos créditos mencionados, o fornecedor ou responsável será suspenso do programa”, diz trecho da resposta da pasta.
Os créditos são disponibilizados pelo CPF do responsável pelo estudante, inserido no sistema no ato da matrícula. A liberação ocorre através de um aplicativo. As famílias têm até 31 de outubro para realizar as compras.
Conforme a prefeitura, os responsáveis têm autonomia para escolher os itens necessários dentro dos kits. A maioria dos fornecedores é composta por pequenos comerciantes e empreendedores locais.
Ainda de acordo com a gestão Ricardo Nunes (MDB), desde o início da liberação dos créditos, em 5 de janeiro, já foram feitas mais de 860 mil vendas nas lojas credenciadas, totalizando mais de R$ 330 milhões, o que representa cerca de 47% do total que será investido pelo município para atender os mais de um milhão de estudantes da rede municipal.
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Fonte: Folha
