USP: novo reitor defende autonomia financeira em posse – 23/01/2026 – Educação

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) empossou na tarde desta sexta-feira (23) os novos reitor e vice-reitora da USP (Universidade de São Paulo), a mais prestigiada instituição de ensino superior do país.

A sessão solene do Conselho Universitário para receber Aluisio Augusto Cotrim Segurado, professor da Faculdade de Medicina, e Liedi Légi Bariani Bernucci, da Escola Politécnica, ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Em seu discurso, o governador prometeu que irá trabalhar para que as três universidades paulistas (o que inclui a Unicamp e Unesp) tenham sua autonomia financeira assegurada nos próximos anos. Essa é uma das principais preocupações das comunidades acadêmicas com a Reforma Tributária, que acaba com o ICMS, imposto estadual. Os repasses às instituições está atrelado à arrecadação.

“Se as nossas universidades hoje brilham, é porque têm garantia de financiamento. Se a gente concentra boa parte da produção científica do país, é porque existe esse mecanismo de financiamento que se mostrou eficaz e efetivo”, disse Tarcísio.

“Obviamento isso não pode mudar e não vai ser a Reforma Tributária que vai acabar com isso. Nós vamos criar um mecanismo de transição para garantir essa previsibilidade de financiamento que as universidades precisam”, completou. Ele foi aplaudido pelos dirigentes que acompanhavam a cerimônia.

Segurado e Bernucci integraram a chapa USP pelas Pessoas, que foi a mais votada na eleição acadêmica e encabeçaram a lista tríplice encaminhada ao governador, que confirmou a escolha. Esta será a 30ª gestão reitoral na história da USP, fundada em 1934. O mandato tem vigência de 2026 a 2030.

Como parte do rito de posse, Segurado e Bernucci leram um termo de compromisso em que asseguram dedicar todos os seus esforços para “promover a grandeza da universidade e o desenvolvimento da nação”.

Em entrevista à Folha, o novo reitor já havia dito que sua preocupação nos próximos quatro anos será fazer com que a universidade mantenha e desenvolva ainda mais a liderança acadêmica e científica no país. A USP é hoje responsável por um quinto de toda a produção científica do país.

Além do governador, assinaram o termo de posse o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Francisco Eduardo Loureiro, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, que é ex-reitor da universidade, e Carlos Gilberto Carlotti, que deixa o cargo de reitor nesta sexta.

Também estavam presentes na cerimônia o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, além de secretários do governo Tarcísio, como Gilberto Kassab (Governo e Relações Institucionais).

Durante a cerimônia, dirigentes da USP lembraram o governador sobre a importância de manter um formato de financiamento que garanta a autonomia das universidades estaduais paulistas.

“A autonomia financeira é condição essencial para que São Paulo mantenha universidades públicas com padrões internacionais”, disse Eloisa Bonfá, diretora da Faculdade de Medicina, em discurso em nome do Conselho Universitário. A fala foi acompanhada de fortes aplausos de representantes da universidade que acompanhavam a sessão.

Em seu discurso de posse, Segurado agradeceu a confiança da comunidade acadêmico por tê-lo eleito e ao governador Tarcísio por nomeá-lo ao cargo. Ele declarou ainda que a USP, assim como universidades em todo o mundo, atravessam um período difícil e hostil, o que reforça a necessidade de defesa dessas instituições.

O novo reitor defendeu a necessidade de o estado aprovar nos próximos anos um novo modelo de financiamento para as universidades estaduais que garanta a manutenção da autonomia financeira.

“O destaque nacional e internacional da USP estão intrinsecamente vinculados ao modelo de financiamento estável e previsível que temos até hoje. Foi o que permitiu planejar um horizonte de longo prazo para o ensino, pesquisa, internacionalização, infraestrutura e expansão das atividades da universidade. Preservar esse sistema não é só uma demanda orçamentária, mas condição estrutural para que a autonomia universitária plena se mantenha”, disse Segurado.

Segurado disse também já contar com o apoio do governador para que esse modelo de financiamento estável seja debatido com seriedade e aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo.

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Fonte: Folha

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